Os influenciadores digitais podem exercer um ótimo poder de divulgação para a sua marca

Até há poucos anos as marcas utilizavam como uma de suas estratégias de comunicação a divulgação de seus produtos através da imagem vinculada a artistas: músicos, cantores, artistas e celebridades em geral como agentes influenciadores para divulgar ainda mais uma marca. Os tempos, os meios de comunicação e as tendências mudaram, ampliaram e com issoas tendências mudam constantemente em uma velocidade cada vez maior. Assim como o enorme acesso as redes sociais, os meios como as pessoas se relacionam com marcas e serviços também mudou, e para compreender e adequar a esse comportamento novo é essencial que se definam tendências e capacidades para o mundo moderno.

avatares-no-estilo-dos-desenhos-animados_23-2147506413

Nos últimos anos houve uma forte e crescente vertente para divulgação de suas marcas e hoje encontramos os digital influencers: blogueiros, vlogueiros, digital influencer, selfie, life style, stories, insta, likes e seguidores:  é um segmento que está ganhando notoriedade e que possui características fortes e muito interessantes. Todos esses termos tornaram-se novos membros e agentes de comunicação que passaram a fazer parte de toda a população, consequentemente, da nova forma da indústria olhar para quem realmente influencia diretamente o seu consumidor.  Os chamados influenciadores digitais são verdadeiros formadores de opinião e certamente você já foi influenciado por algum deles na decisão ou não da compra de um produto. Muitos deles começam a divulgar produtos e marcas de forma espontânea, descontraída e criativa quase sempre – emitindo suas opiniões e convicções a respeito de suas experiências. Abaixo, encontramos os principais perfis de  influenciadores digitais, confira:

 

  • Celebridades – pessoas famosas, geralmente com muitos seguidores e que geram grande engajamento, foram os pioneiros a seguir essa linha.
  • Experts – pessoas que são autoridades em determinado assunto;
  • Conectores – pessoas com seguidores “qualificados”;
  • Ativistas – pessoas que são ativas sobre determinados assuntos nas redes sociais e tentam engajar o público pela mesma causa;
  • Jornalistas – profissionais que são especialistas em determinado assunto e/ou que falam para um grande público;

A Ex apresentadora da MTV Mari Moon que na época foi contratada pela emissora tamanha audiência de seguidores que possuía em sua rede social Fotolog foi uma das pioneiras no Brasil como influenciadora. Hoje possui um enorme público de seguidores pelas redes sociais, principalmente através do Intagram, Snapchat e Twitter, participa e apresenta eventos musicais como o Lollapalooza e Rock mi Rio, através da Rede Globo. Por se tornarem fortes influenciadores e ter voz ativa, o resultado é a procura desses influenciadores por patrocinadores e marcas como a propaganda feita com a Coca-Cola.

Geralmente os influenciadores possuem um perfil jovem, se especializam e tornam-se referência em um determinado assunto.  Em grande maioria das vezes os influenciadores digitais publicam vídeos engraçados, de forma bem descontraída e espontânea fazendo caretas, poses, criando memes e piadinhas. Quase nada de formalidades eles criam e recriam linguagens e estilos. Eles interagem frequentemente com seu público, criam desafios, hashtags, agradecem pelas dicas enviadas e quase sempre mesmo diante de um público enorme citam o nome de seguidor em algum momento específico. Esse comportamento cativante aproxima e conquista cada vez mais seguidores e tudo isso se deve ao altíssimo poder de engajamento e persuasão que eles possuem.  Eles passam credibilidade até mesmo por possuírem uma apresentação e linguagem totalmente informal, com isso são vistos como confiáveis pelos seus seguidores. Quanto mais exerce seu poder de autoridade sobre determinados assuntos, mais produtos ou serviços que eles venham a promover sempre geram um maior senso de comunidade junto à sua marca e seguidores, pois as pessoas acabam levando em conta a opinião desse digital influencer para sua vida pessoal. Consequentemente aumentam o  número de seguidores  acabam  tornando-se Celebridades das Mídias Sociais. Abaixo outro exemplo que encontramos é o jovem Christian Figueiredo, que tamanho número de seguidores foi atraído e convidado pela operadora de telefonia da marca Claro:

O poder de influência dessas figuras é tamanho que quando bem administrado acaba se tornando uma ótima oportunidade de fonte de renda: tanto para influenciadores quanto para marcas que procuram novos nichos e oportunidades e maior visibilidade.  Existem casos específicos de influenciadores emitirem uma opinião negativa a respeito de um produto ou marca, e dependendo do número de seguidores que esse influenciador possui e da forma como emite a crítica, de imediato a marca citada procura publicamente emitir sua resposta. Em alguns casos acabam-se tornando briga forte entre os lados, mas em sua maioria em seguida o influenciador emite uma nova informação de esclarecimento. É um novo meio de conectar-se com os consumidores de forma orgânica e escalada e conseguem influenciar de fato na tomadas de decisões do seu público expectador. Os investimentos em marketing que envolve as mídias sociais crescem de uma forma avassaladora, com isso as marcas estão cada vez mais sendo atraídas por novos meios para se comunicar e estas personalidades digitais estão em alta. Para as marcas essa é uma nova experiência e oportunidade de disseminar, e tem sido decisivo esse diferencial para buscarem experiências inovadoras. Quando um digital influencer destaca uma marca ou produto, ele apresenta com espontaneidade, descontração. Seu carisma, sinceridade e credibilidade é o carro-chefe do seu sucesso.  Possuem alto poder de persuasãoe diferente da propaganda tradicional eles acabam se tornando gente como a gente: é o que faz com que as pessoas confiem no que está recomendando ou simplesmente apresentando. O YouTube é um excelente canal onde encontramos facilmente grandes influenciadores que testam os mais diversos produtos: cosméticos, automóveis, celulares, refrigerantes, chocolates…a lista de produtos e influenciadores crescem cada vez mais. Em troca influenciadores e marcas recebem audiência e feedback de usuários que emitem opinião a respeito da análise dos produtos apresentados. Para as marcas que têm mais visão os comentários e likes de seus seguidores à respeito de seus produtos pode servir como uma ótima oportunidade de aprimorar, renovar ou atualizar a sua versão que está sendo apresentada e até mesmo acompanhar como está a aceitação e imagem de seus concorrentes. Abaixo uma propaganda da marca Avon com a Karen Bachini: uma das maiores influenciadoras que através das redes sociais apresenta a campanha e divulga os produtos da marca e não para por aí – em outros vídeos ela ensina seus seguidores, clientes e potencias dicas de maquiagem passo a passo. Uma interação que vai além da tradicional propaganda.

Cabem as marcas querer saber se ao divulgar um produto buscam mais curtidas do seu público ou comentários. Toda marca que almeja crescimento de mercado deve ouvir o cliente e seus potenciais. Prestar atenção nas reações sempre foi e será importante, para isso, as redes sociais são um ótimo termômetro. Não podemos  negar a importância desses agentes que estão cada vez mais na mira das marcas. Eles conquistam cada vez mais  espaço e se tornando uma excelente opção para que marcas alcancem maior reposicionamento e visibilidade.  A proposta básica do marketing é gerar a satisfação, engajar e fidelizar seus consumidores, e para isso, as marcas atraem visitantes para suas páginas através de conteúdo interessante e interagem com eles através de suas redes sociais. Uma marca pode aproveitar o alcance como oportunidade, com isso o engajamento e a imagem dos influenciadores tornam-se estratégias pra se tornarem mais conhecidas e fortalecer seu posicionamento junto a uma determinada audiência. Influenciadores servem não só como criadores de conteúdo para gerar vínculo entre consumidor e marca patrocinadora, mas sim para persuadir e interagir com seu público. As pessoas confiam muito mais em opiniões de outros consumidores do que em anúncios publicitários tradicionais. Dentro dessa realidade a recomendação de um influenciador impacta muito numa decisão de compra e nas vendas de uma marca. As pessoas estão cansadas da publicidade tradicional e tamanha informação que recebem diariamente acaba sendo um investimento muito alto com retorno que não corresponde muitas vezes ao desejado. O papel do influenciador é apresentar uma proposta de produto ou serviço aos potenciais clientes sem que aquilo seja visto como uma propaganda comum, como as que passam na televisão ou demais mídias tradicionais. Abaixo uma propaganda do Bob`s com o Whindersson Nunes: um dos mais populares das redes que somente com o seu canal no YouTube possui mais de 29 milhões de seguidores:

O custo bem mais baixo para a produção desse tipo de propaganda e divulgação através dos influenciadores quando bem elaborado pode trazer retorno bem maior para a marca. Apesar de ser uma linha de comunicação ainda recente, as empresas apostam nessa nova modalidade. Se a sua marca pretende investir forte nesse canal de enorme potencial para divulgação deve levar em consideração que influenciador digital tem suas preferências, escolhas estilos de vida, além de uma relação mais próxima e tangível com seu público-alvo. Dessa forma a marca deve buscar alinhar e adequar suas ideias, semelhantes e de acordo com a proposta dessas celebridades digitais: marca e divulgador no mesmo caminho e com a mesma linguagem.

rubrica

Anúncios

Inspirações em arte

 

betto helmet

Agora só falta colocar em prática.

A minha admiração por Fórmula 1 – de onde surgiu desde criança a curiosidade em saber mais a respeito de tantas marcas, fez com que eu criasse meu capacete. As curvas assimétricas da letra foram propositais de acordo com a rubrica. A letra inspirada no capacete do Jacques Villeneuve e as cores do país de acordo com a nossa bandeira, conforme o capacete do Senna. Tudo feito pelo Paint que dá bem mais trabalho. Pelo Dreamweaver eu faria em 5 minutos, mas não teria a mesma graça.

 

rubrica1

Pós-venda ineficaz é oportunidade para marcas concorrentes


O termo Brand Equity é descrito por muitos autores como um medidor de como a marca se apresenta no mercado, não só como se encontra seu posicionamento, mas como se apresenta no mercado diante de clientes e concorrentes. Partindo desse princípio identificamos várias vertentes e diferenciais que a marca pode conquistar em seu mercado. Quando o assunto é ser uma marca diferenciada, encontramos uma série de pontos que podem ser destacados, porém, diante de tamanha concorrência o que hoje é um diferencial, amanhã será obrigação para conseguir se manter no mercado. Digo isso para chegar em um assunto importante: o pós venda. Há poucos anos identificávamos marcas que ofereciam garantias, das últimas décadas até hoje isso não é mais um diferencial, principalmente após vigorar o Código de Defesa do Consumidor aprovado durante o Governo do Presidente Collor no Brasil. Hoje identificamos garantias classificadas como estendidas  –  o que também não é mais diferencial. Abaixo a marca Hyundai que foram pioneiros ao entrar no mercado brasileiro chegaram com o diferencial de garantia com prazo mais longo:

hyundaiEssa estratégia serviu como credibilidade para fortalecer a imagem da marca no mercado, com isso as concorrentes passaram a adotar a mesma estratégia e com isso atualmente deixa de ser um diferencial. Muitas marcas esquecem que o pós-venda é tão ou mais importante que as etapas anteriores do processo de vendas, e está aí uma enorme oportunidade para pequenas marcas se fortalecerem. Segundo Kotler, atrair um novo cliente é cinco vezes maior que o custo para manter um cliente atual satisfeito. Como informei em outras publicações o cliente brasileiro é exigente, muitas vezes sabe mais informações de certas marcas e produtos do que o próprio vendedor e no momento da compra precisa de segurança. Segundo o Procon A garantia estendida é uma forma de seguro, paga pelo consumidor, regulamentada pela SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). Consiste na manutenção do produto adquirido após o vencimento da garantia legal (90 dias) ou garantia contratual (prazo estipulado pelo fabricante). Se a sua marca não quer perder mercado deve cuidar do processo de pós-venda. Identificamos hoje que muitas marcas que atuam no Brasil (muitas delas grandes multinacionais ou importadas) possuem Centrais de atendimento ao consumidor onde o atendimento melhorou bastante, mas ainda longe do ideal. Essa mudança foi mais por pressão através de processos judiciais que sofreram do que por preocupação em atender melhor seus clientes. O pós-venda faz parte do processo de compra e os clientes desejam:

  • Esclarecimento,
  • Clareza
  • Eficiência nos atendimentos telefônicos, e-mail ou pontos de venda
  • Suporte técnico qualificado tanto para reparos, quanto para dúvidas através da Central
  • Retorno imediato de contato em todos os pontos quando a marca é solicitada

O processo de pós-venda pode ser classificado como: o ativo e o receptivo. No processo ativo, o vendedor entra em contato com o cliente. Busca informações como: saber se ele foi bem atendido na loja, se está satisfeito com o produto e, por último, se restou alguma dúvida ou mesmo para deixar claro para o cliente que a sua marca está à disposição para mais informações ou para ajudá-lo de outras formas. Antes de finalizar a ligação é importante perguntar ao comprador se você está autorizado a lhe fazer futuras ligações, perguntar horários mais adequados, até porque muitos clientes não reprovam este tipo de contato. Manter o cadastro de clientes sempre atualizado é essencial, uma ótima oportunidade para as marcas enviarem catálogos de ofertas e malas-diretas, tudo sem excessos para não se tronar uma marca chata. Geralmente as empresas que representam as marcas entram em contato com seus clientes em horários comerciais, justamente no momento que o cliente está ocupado no seu trabalho. Se o cliente concordar aguarde para retornar novamente apenas quando houver algo que possa beneficiá-lo, como um novo produto ou informações sobre uma nova promoção. Já o processo de pós-venda receptivo é feito através dos canais de comunicação da empresa. Estes canais devem ser de fácil acesso: não nada adianta uma linha de telefone exclusiva para isso se ninguém atende ou pior: recebe a ligação com má vontade ou vivem transferindo de um setor para o outro. O profissional que atende este tipo de ligação deve estar preparado para reclamações, já que dificilmente alguém liga para elogiar o produto ou serviço. Além disso, o cliente espera que seu problema seja resolvido, então, deve procurar todos os meios para deixá-lo satisfeito e nunca esquecer de dar um retorno sobre a reclamação. Dentro desse processo encontramos as redes sociais e canais virtuais: YouTube, Facebook, Linedin, Snapchat, Twitter entre outos onde marcas geralmente publicam seus lançamentos. É preciso estarem atentas para não só identificarem críticas construtivas ou destrutivas, mas principalmente responder a todos sempre, pois com isso o cliente se sentirá especial. Independente do meio ativo ou receptivo, ou dos canais de comunicação, a Central que representar a marca deve ser sempre cordial e evitar para não serem invasivos. Lembrando sempre de agradecer o cliente pelo tempo dispensado.Uma venda mal feita, com poucas explicações e esclarecimentos certamente vai causar dor de cabeça para quem compra no processo de pós venda. Muitas das reclamações são justamente pela falta de esclarecimento através das etapas anteriores de publicidade, venda ou mesmo diante de um mal atendimento apresentado por um profissional que representa a sua marca.

Abaixo podemos identificar as consequências do processo pós-vendas:

gráfico

Muitas marcas esquecem de preciosos detalhes, muitas vezes não dão assistência, não tiram dúvidas ou esclarecimentos e com isso entram em um ciclo de investimento altíssimo focados apenas na apresentação de seus produtos através de campanhas publicitárias muitas vezes caras, direcionam apenas seu foco em atrair novos clientes buscando se concentrar unicamente nas etapas inicias do pré-venda. Toda marca deve estar atenta construção de um relacionamento mais sólido e sustentável com seus clientes do pós-venda. Cliente satisfeito é a melhor publicidade que uma marca pode ter. Para chegar ao sucesso a marca precisa ter empatia pelo cliente: entender a sua situação, saber ouvir, se colocar no lugar de quem está solicitando ajuda, auxílio ou mesmo uma simples informação. Em muitos o cliente está com um simples problema ou dificuldade – fácil de ser solucionado, porém,  a marca não dá retorno algum – simplesmente ignora. Abaixo seguem os valores que um cliente bem atendido identifica no pós venda de uma marca:

  • Credibilidade;
  • Segurança;
  • Satisfação ;
  • Vínculo;
  • Confiança;
  • Imagem positiva;
  • Relação a longo prazo;
  • Fortalecimento da marca;
  • Fortalecimento da reputação;
  • Relacionamento duradouro;
  • Novas indicações.

De acordo com Philip Kotler, 95% dos clientes insatisfeitos não reclamam, muitos apenas deixam de comprar. E, muitas vezes, saem falando mal do estabelecimento (produto/serviço), alimentando a propaganda boca-a-boca. Dos consumidores que registram uma reclamação, entre 54% e 70% comprarão novamente da organização se sua queixa for atendida. Esse número chega a 95% se a reclamação foi rapidamente resolvida. Criar e manter um relacionamento com seus clientes é essencial, para isso, existem estratégias entre o final da compra e o pós venda onde as marcas podem fortalecer ainda mais seus valores:

  • Elaborar pesquisas de satisfação,
  • Mensagens em datas especiais como: aniversário do cliente, Páscoa, Natal, etc.
  • Ligações de cortesia
  • Convidar seus clientes para prestigiar eventos relacionados a marca (lançamentos, novidades) com isso o cliente estará sempre atualizado.

Esse é um ótimo momento para manter contato e fazer o follow-up da venda, não para fazer propaganda. Quando o cliente sente que é lembrado de uma forma respeitosa, ele provavelmente se lembrará de você. Essa é uma das etapas mais importantes do pós-venda onde o cliente não está reclamando nem mesmo insatisfeito e pode informar como está a sua experiência com o produto. Nessa fase muitos clientes dão dicas até mesmo do que pode melhorar no desenvolvimento de novos lançamentos. O processo de qualidade no pós-venda deve ser contínuo, um ciclo que bem aproveitado abre portas para em um momento seguinte a marca retornar para o cliente bem atendido e oferecer uma nova linha de produtos, ou mesmo uma versão atualizada do que está disponível. Qualificar profissionais para atendê-los é fundamental, pessoas que saibam ouvir, entender, levar a sério e principalmente solucionar o que for preciso. A marca deve assumir a responsabilidade a fim de solucionar, prorrogar a “dor” do cliente é a pior saída. O pós venda pós-venda de hoje  será não só uma venda garantida de amanhã, mas sim recomendação que vai trazer para a sua marca  ainda mais clientes e retorno. Ao confrontar o desempenho percebido no Momento da Verdade com as suas expectativas geradas a respeito do produto ou do serviço, o cliente pode vivenciar uma das três situações a seguir (ALMEIDA, 2001):

    • Se o DESEMPENHO atende às EXPECTATIVAS, dizemos que o cliente ficou SATISFEITO – estamos diante de um Momento da Verdade Apático (normal).
    • Se o DESEMPENHO não atende às EXPECTATIVAS, dizemos que o cliente ficou INSATISFEITO – estamos diante de um Momento da Verdade Trágico.
    • Se o DESEMPENHO superou as EXPECTATIVAS, dizemos que o cliente ficou ENCANTADO – estamos diante de um Momento da Verdade Mágico

    Se a sua marca conquistou o cliente na compra já está na frente das concorrentes, agora cabe manter o ótimo relacionamento para fortalecer o vínculo, caso contrário será uma ótima oportunidade para seus concorrentes conquistarem esse público. Nos últimos anos encontramos marcas que não só estão apostando no mercado brasileiro, mas decidiram ter fábrica própria no Brasil, abaixo identificamos duas delas:

    Durante os últimos anos a marca chinesa Chery estave presente no Brasil ofertando veículos importados, desde 2016 entraram mais forte na disputa nacional com seus modelos fabricados por aqui e com isso esquenta ainda mais a concorrência direta entre os automóveis do segmento popular.
    cherry qq
    Outra que decidiu encarar o mercado nacional e não mais como modelo importado foi a marca Jeep. Desde 2015 fabrica o modelo Renegade, uma aposta de briga direta com os demais modelos SUV que estão presentes no mercado, segmento de automóveis que cresce cada vez mais no país.

    jeep renegade
    Duas marcas com perfis distintos: com produção nacional e que podem atrair mais consumidores. A confiança, segurança e credibilidade só serão percebidas no pós-vendas: revisões, assistências técnicas, centrais de atendimento e manutenção acessíveis e eficientes. Caso contrário em um curto período de tempo poderão perder mercado, assim como muitas outras marcas do segmento que tentaram criar raíz (sejam elas pequenas ou grandes) mas não se prepararam ou se adaptaram ao mercado nacional e seus clientes. Abaixo a marca Citroën que oferece no Brasil manutenção com preço acessível aos seus clientes proprietário dos modelos C3, C4 Lounge e Aircross. Uma ótima estratégia de pós-venda que pode atrair clientes consumidores concorrentes, além da redução de custo acaba provocando despertando seus concorrentes para a mesma proposta.


    revisão citroen.jpg

    O cliente está em busca de uma melhor relação custo x benefício. Estão em busca de  cada vez mais fazer valer o dinheiro que empregaram. Gerar valor para o cliente significa garantir sua satisfação, e satisfação garantida é o mesmo que evitar problemas e fideliza-los. Toda marca deve investir com seriedade nesse setor, pois um pós-venda bem elaborado s representa um elemento de fidelização dos clientes, com isso certamente os impede de comparar seu serviço ao de outra empresa. Como atrativo muitas marcas de automóveis no Brasil assim como a Nissan adotaram como estratégia a maior valorização no automóvel usado do cliente utilizando como referência a tabela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) como incentivo de troca por um modelo novo.

    reproducaoyoutubeO pós-venda de qualidade não é uma tendência, mas sim uma realidade que se transforma em qualidade, além de disseminar os valores da marca. Não adianta investir nesse setor sem monitorar os passos dos seus clientes. Tão importante quanto o preço que o seu cliente está disposto a pagar por um produto, é o retorno que ele vai ter e as marcas que não souberem corresponder pagarão caro por isso. O cliente é como uma criança: o que a sua marca prometer, deve cumprir e a etapa de um pós-venda eficaz e qualificado é tudo. 

    “Só existe um chefe: O CLIENTE. E ele pode demitir todas as pessoas da empresa, do presidente ao faxineiro, simplesmente levando o seu dinheiro para gastar em outro lugar.”

    (Sam Walton)

    rubrica1

Tão importante quanto seu produto são os meios pelos quais se apresenta

Em busca de melhores resultado e espaço diante de um mercado que cada vez mais eu reforço ser acirrado e competitivo, marcas buscam estratégias diferentes a fim de conquistar mais clientes. Diante disso, uma das estratégias mais importantes é a forma e os canais de como a sua marca se comunicam. Aonde chegar? Quem conquistar? De que forma se apresentar? Não adianta ter diferenciais, garantia estendida, qualidade, valores agregados se a sua marca não sabe quais canais são ideais para alcançar seu público-alvo.

megafone

Deve haver uma sintonia de propostas, uma relação próxima entre marcas,  agências de publicidade e comunicação a fim de compreender onde querem chegar, quais mercados e públicos conquistar e o principal: de que forma vamos nos comunicar e quais canais de comunicação são mais adequados. A relação de comunicação deve ser objetiva e direta: a marca deve investir e se apresentar nos canais certos, para clientes certos em momentos certos.  Para tudo isso os valores ideais e fundamentais na hora de se comunicar são:

  • Criatividade;
  • Eficiência;
  • Eficácia;
  • Objetividade;
  • Leveza e clareza nas informações;
  • Coerência nas cores.

Ainda é muito comum identificamos grandes marcas investindo altos valores em diversos canais que muitas vezes não alcançam seu público-alvo. A estratégia de se comunicar em todos os canais sem filtro muitas vezes só desgasta a imagem da marca, gerando efeito contrário a sua proposta. A proposta da marca deve estar alinhada com o que ela realmente quer na prática. Diante disse temos um case de sucesso encontrado na cidade do Rio de Janeiro através da empresa de mídia Modal Mídia+Sign.

modal

O trabalho deles é  focado em mídia out of home,  detém a concessão dos espaços publicitários de quatro importantes terminais rodoviários  do Rio. Juntos, eles recebem 85 milhões de passageiros por ano. Ele já instalou os equipamentos e iniciou a prospecção de  anunciantes, após uma pesquisa que realizou para obter o perfil e os hábitos de consumo dos usuários.  A partir da pesquisa, criou uma nova forma de comercialização,  um modelo que incentiva a interatividade com público, por meio de investimentos em serviços gratuitos.

Empresa de mídia out of home  cria novas formas de interação com o público  em terminais rodoviários no Rio.

A Modal Mídia+Sign está criando uma nova forma de atuar no segmento de mídia out of home. Detentora da concessão para explorar a publicidade nos terminais rodoviários gerenciados pela Rio Terminais (Menezes Côrtes, Américo Fontenelle, Nilópolis e Nova Iguaçu), a empresa investiu em novos serviços para o público, que além de oferecerem mais conforto e comodidade, poderão servir como ferramentas para proporcionar interatividade dos usuários com as marcas anunciantes.  Assentos publicitários, carregadores de celular, paineis estáticos, Tv’s de LCD e telões de LED digital P4  (última geração), já foram instalados em três terminais e, até o fim de janeiro, serão implantados no terminal de  Nova Iguaçu, que está em fase final de obras de infraestrutura. Abaixo podemos conferir o trabalho de comunicação interessante, importante e o principal: sem prejudicar ou comprometer a comunicação visual ambiente público:

1

Juntos, os quatro terminais recebem 85 milhões de passageiros por ano, que geram dois milhões de partidas e chegadas em 130 linhas de ônibus,   ligando o Centro da Cidade do Rio de Janeiro à Baixada Fluminense e à Região Metropolitana. Os terminais receberão, ao todo, 150 novas propriedades em mídia, sendo cerca de 60 no de Nova Iguaçu,  50 no Américo Fontenelle, 30 em Nilópolis e  30 no Menezes Côrtes.

4

“A Modal Mídia+Sign foi além da instalação de equipamentos de mídia.  Pensamos em criar uma nova forma de publicidade out of home, na qual a interatividade  com o público é um importante componente.

2

Oferecer mais conforto e comodidade aos usuários dos espaços, com serviços agregados (assentos, carregadores de celulares), além de equipamentos de última geração (Tvs de LCD, LEDs P4) e a possibilidade de novas experiências, como degustação de produtos e eventos, é uma forma de  criar uma relação de proximidade das marcas anunciantes com esse nicho de mercado”, analisa  Marcus Machado, dono da empresa.

Pesquisa revela perfil dos usuários

Antes de iniciar a instalação dos equipamentos e serviços gratuitos, a Modal realizou ampla pesquisa com os passageiros, na qual foram ouvidas 800 pessoas, 200 em cada terminal.  Dentre os resultados, constatou-se que a maior parte dos usuários (53,25%)  são mulheres.  A faixa etária predominante é de 31 a 50 anos.  A pesquisa apontou que o público que frequenta os terminais gostaria de assistir, nas mídias disponíveis (TVs de LED,  telões, front e backlights) preferencialmente, a noticiários, resposta de 32% dos entrevistados.  Anúncios promocionais de supermercados e informações sobre trânsito aparecem, respectivamente, em segundo e terceiros lugares na preferência dos frequentadores desses espaços, com 22% e 16% .  Outros serviços de interesse dos usuários foram citados, como informações sobre convênios de saúde, medicina e bem-estar, anúncios de cursos em geral, escolas e universidades,   aparelhos celulares, produtos de beleza,  restaurantes e lanchonetes,  lojas de roupas e acessórios, auxílio funeral,  informações sobre horários dos ônibus, clipes musicais e oferta de  empregos e de shows, além de dicas de beleza.

Equipamentos sustentáveis

Desde o início das operações da Modal Mídia+Sign, os equipamentos instalados pela empresa seguem  um modelo  de produção sustentável, em virtude da preocupação do empresário Marcus Machado, dono da empresa, com o meio ambiente.

Os painéis estáticos backlights utilizados pela empresa são ecologicamente corretos. O tipo de  iluminação que se usava anteriormente, além de luminescência irregular e de não dar o destaque e apelo visual que a publicidade precisa, não era produzido com  práticas  implementadas nas principais cidades da Ásia e Europa, no que diz respeito  ao uso correto e ecológico da tecnologia.

“A Modal  utiliza  lâmpadas de LED de última geração, que não emitem raios UV, como as antigas lâmpadas, têm consumo aproximadamente 70% menor que os anteriores e vida útil de 50 mil horas, mais de seis vezes maior do que as convencionais. Além disso, seu sistema já está preparado para receber alimentação fotovoltaica ou células solares, caso optemos, no futuro, pela utilização de energia solar. Essa tecnologia garante uma iluminação homogênea, que oferece mais destaque para os conteúdos publicitários, mantendo uma performance diferenciada e com a preocupação de ser sustentável. Esse é o modelo que adotamos desde o início das operações”, explica Marcus.

Histórico da Modal Mídia+Sign

Da produção à comercialização, uma história de sucesso em mídia out of home.

Administrador, empreendedor e empresário por vocação, não necessariamente nesta ordem. É assim que se define Marcus Machado, dono da Modal Mídia Sign, que iniciou sua  carreira  no início dos anos 90, na companhia aérea Varig. “Uma grande escola para entender como funcionava uma corporação gigantesca, onde percorri diferentes caminhos que me trouxeram  conhecimento, aprendizado, networking e destaque profissional”, lembra.

Marcus passou  pelos departamentos de Carga, Logística, Compras, Marketing, Produtos e por fim de mídia, publicidade e comunicação visual. Foram quase 13 anos de experiências,   conquistas, reuniões por todos os continentes do globo, fazendo parte da Star Alliance.

Em 2002, quando teve início um processo irreversível de queda da maior empresa aérea do País, já atuando de forma pioneira na contratação de empresas de comunicação visual para fazer a produção da mídia nos espaços disponíveis nas aeronaves, salas vip, check-ins dos aeroportos e outros, Marcus entendeu que era hora de encerrar um ciclo e se reinventar  no mundo da produção gráfica digital.

Depois de passagens por grandes empresas do ramo, atuando com principal executivo comercial, em 2009, decidiu empreender.  Utilizando o conhecimento adquirido ao longo dos anos, criou a M2FLEX. Em pouco tempo, a empresa se tornou uma das principais do segmento, com um parque gráfico moderno, atendimento personalizado, equipes orientadas para o atendimento corporativo e com foco na  qualidade dos produtos.  Essa história vitoriosa permitiu  ao empresário conhecer os principais “players de mídia”, exibidores, veículos, agências e clientes.

Nessa jornada, com o espírito empreendedor sempre alerta, sentiu necessidade de buscar novas tecnologias para viabilizar projetos de mídia para esses grandes exibidores. E foi assim, entre viagens Brasil-China, fábricas e negociações, que a M2FLEX se tornou  referência em tecnologia de paineis de led estáticos difusores e angulares de última geração, uma das maiores empresas importadoras desta tecnologia. As maiores empresas exibidoras de mídia out of home (OOH), Shoppings Centers e outros players perceberam esse diferencial e transformaram seus ativos trazendo um  viés tecnológico para o cenário brasileiro.

Em 2016,   Marcus percebeu que não bastava apenas ser o melhor operador dos players de mídia, era preciso ir além,  se tornar um deles, e mais uma vez o empreendedorismo, a vontade de fazer algo novo, o fez avançar. Nascia a Modal Mídia Sign. “Tinha  certeza de que  poderia  me  tornar um bom player neste mercado, pois reunia as qualidades técnicas,  tinha o expertise comercial,  a tecnologia de ponta e uma operação forte”, explica. O empresário começou  o negócio em conjunto com a empresa de Alexandre Medeiros, seu parceiro nesta primeira empreitada, e nome respeitado no mercado, comercializando as novas propriedades da CCR Barcas. Marcus atuou como o investidor de todas as propriedades instaladas e manteve a operação funcionando.  Faltava a Marcus o desafio da comercialização, de estruturar um modelo onde pudesse atuar com escala, capilaridade e maior cobertura, criando um negócio onde anunciantes e marcas pudessem não só exibir suas campanhas, mas atuar como uma proposta de experiência única na relação com o público usuário. Essa proposta inclui experimentações, conveniência e mudança na percepção da relação com o público, por  meio de propriedades que, aliadas à tecnologia, também gerem conforto e comodidade.

Com este propósito, a Modal Mídia+Sign celebrou, em 2017, a conquista de um novo e importante contrato de concessão, participando do processo de revitalização do Rio Terminais, que reúne  quatro importantes terminais rodoviários intermunicipais da Cidade do Rio de Janeiro, principal alimentador dos demais modais como trens e metrô, e que tem o objetivo de oferecer experiências que vão além da publicidade tradicional. O projeto consiste em instalar centenas de ativos tais como assentos publicitários, carregadores de celular, telas de LCD, painéis de LED estáticos, realizar ações de merchandising e ativações e telões digitais em LED Full Color P4, tecnologia de ponta no mercado. No vídeo abaixo podemos identificar a interessante estratégia de comunicação proposta pela empresa:

“Por meio deste novo contrato de concessão da publicidade nos terminais,  num grande investimento próprio na concretização de valores que vão além da instalação de um cartaz publicitário, a Modal Mídia pretende  impactar a vida de milhares de pessoas por mês, criando uma relação de proximidade das marcas anunciantes com esse nicho de mercado, trabalhando circuitos diferenciados e  criando  alternativas de comercialização para um mercado de mídia OOH  com forte influência no dia a dia das pessoas”, explica Marcus.

A Modal Mídia já nasce com forte presença no mercado de mobilidade urbana, que se soma ao negócio das Barcas e estabelece uma marca que ultrapassará o número de 100 milhões de pessoas impactadas por ano. Além disso, para o primeiro trimestre de 2018, trará novidades em novas estratégias de segmentação se tornando uma mídia multiplataforma, atuando em diferentes segmentos, criando a um portfólio de negócios dinâmico, diferenciado e impactante.

“Esse é o posicionamento que pretendemos atingir e trabalharemos muito para sermos reconhecidos como tal. Somos uma empresa 100% nacional, com recursos próprios”, comenta o empresário.

O dono da Modal Mídia gosta de repetir duas frases de Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do Brasil. Elas resumem o modo como encara os desafios do mundo empresarial: “Não adianta pensar fora da caixa e guardar as ideias dentro delas” e “Se sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno, por que vou sonhar pequeno?”

Se depender de disposição e otimismo, o céu é o limite para as ideias e sonhos de Marcus Machado.

rubrica1

Expectativas e estratégias que a marca gera ao lançar um produto

Ao lançar um produto novo no mercado a marca deve buscar estratégias de como criar expectativas em seus clientes ou potenciais, para isso deve haver um estudo aprofundado a fim de compreender quais são seus anseios e suas necessidades. Esse estudo envolve em compreender de que forma seus clientes utilizam, quais as reclamações referentes aos lançamentos anteriores e o que esperam de novo no mercado. Devido a concorrência forte em muitos segmentos, muitas marcas inclusive grandes acabam se atropelando e antecipam o quanto antes seus lançamentos. Essa atitude pode custar caro, até porque em um futuro próximo ocorrem muitos problemas com o produto desde a sua adaptação ou até mesmo problemas técnicos – nesses casos é comum surgirem os famosos “recall`s ” convidando o cliente a voltar na loja a fim de resolver possíveis correções. No segmento automobilístico e de tecnologia isso é muito comum. Tudo isso leva a crer que todo e qualquer lançamento deve ter cuidados especiais, analisar em todos os sentidos se o produto está de acordo com a sua proposta de lançamento, caso contrário acaba gerando frustração para o consumidor final. O plano para o lançamento de um produto, como dito, é um documento que contém informações que vão ajudar na tomada de decisões, será a base para as ações a serem tomadas. Existem diversos modelos de Planos, mais um mais abrangente contém:

Os planos mais abrangentes têm como características:

  • Uma breve apresentação da empresa;
  • Análise SWOT (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças);
  • Objetivos do Lançamento do Produto
  • Estratégias (público-alvo e posicionamento);
  • Detalhes do Produto (características e benefícios, design, marca, diferencias, embalagem e serviços de apoio);
  • Mix (preço, distribuição e comunicação)
  • Mensuração (avaliar como estará sendo a performance).

Para desenvolver todo esse trabalho toda grande marca busca um plano de marketing eficiente, bastante usado tendo como foco um único produto ou linha de produtos para seu consumidor final. Esse plano desenvolve informações sobre: o negócio, mercado, panorama externo, clientes, segmentação, concorrência, preço, vendas, canais de distribuição, ações de comunicação ameaças e oportunidades.

Com todo esse processo desenvolvido e as  informações disponíveis é muito mais fácil à criação de um Mix de Marketing direcionado ao seu produto.

No último dia 12 de setembro a Apple anunciou o lançamento de seus novos smartphones e smartwatchs – e assim como a Google e Samsung sempre promovem grandes eventos.
iphone-lineup

Como estratégia semanas ou dias antes de seus lançamentos deixam vazar imagens ou rumores de como serão seus novos produtos – e muitos fãs acabam pegando carona nessa ideia muitas vezes informando detalhes e diferenciais que o produto a ser lançado nem terá para oferecer – tudo isso acaba gerando mais expectativas para o cliente que dependendo do lançamento acaba enfrentado até filas para a aquisição do novo produto. Abaixo as filas de clientes de dois grandes concorrentes: a Apple em Nova Iorque (U.S.A) e Samsung em Berlim (Alemanha) para aquisição dos novos smartphones.

apple fila new york

Para chegar nesse patamar a marca deve ter muito bem alinhada a sua comunicação e proposta do que tem interesse em oferecer de acordo com as expectativas de quem vai comprar e espera por esse lançamento – e expectativa é algo que deve ser levado a sério. Costumo dizer que o cliente é como uma criança: você deve oferecer e prometer somente aquilo que pode cumprir, caso contrário gera desconforto, antipatia e até rejeição. Trabalhar com lançamento de produto, principalmente de grandes marcas é ter a certeza de o que você tem para oferecer tem que ser cumprido, caso contrário uma imagem que foi construída durante anos pode perder toda a credibilidade em poucos dias. Há muitos anos principalmente as grandes marcas pararam de pensar apenas dentro de seus escritórios e de suas ideias e passaram a ouvir mais seus clientes.

Para estabelecer um lançamento, a marca deve estar atenta aos seguintes pontos:

  • Perfil de cliente potencial: faixa etária, poder aquisitivo, sexo e cultura são alguns pontos que podem definir qual propostas oferecer. No decorrer do lançamento muitas vezes novos públicos podem se interessar pelo produto, e para isso a marca deve estar atenta as suas necessidades;
  • Os diferenciais oferecidos pelo lançamento;
  • Ponto de distribuição: de que adianta criar uma campanha à nível nacional ou mundial sendo que o produto não pode ser vendido em muitos pontos
  • Extensão: número de produtos em cada linha. Será produzido em grande escala ou uma será uma edição limitada como é oferecido geralmente para clientes de alto poder aquisitivo?
  • Diversidade: número de variações dos produto da linha, geralmente abrange um maior número de clientes interessados. Os produtos de valor mais acessível podem ter o poder de conquistar potenciais clientes que aos poucos optam por produtos mais caros;
  • Prazos e datas de lançamentos devem ser cumpridos conforme divulgados, muitas marcas acabam adiando a data por estratégia, deviso ao avanço de seus concorrentes ou mesmo por falta de organização. Prorrogar a data de lançamento pode dar margem para seu concorrente se fortalecer.

Através de canais a marca pode desenvolver um trabalho bem elaborado a fim de alcançar seu público-alvo. Nem sempre divulgar em todos os canais seja a forma mais eficiente, para isso encontramos as seguintes meios para alcançar maior visibilidade:

  • Teaser –  o termo “teaser” vem da palavra inglesa tease, que significa “provocar”, e esse é justamente um de seus principais objetivos. Na prática, o teaser é uma técnica do marketing para atrair o público com uma pequena amostra do que será o produto final. Uma ótima estratégia para atrais e despertar potenciais clientes. Ele pode ser usado em campanhas publicitárias online, offline, como parte de estratégias de lançamento de produto, novelas e até para filmes. A proposta do teaser é sempre de gerar curiosidade sem entregar o resultado. Abaixo o teaser da marca Citroen a fim de gerar expectativa em seus consumidores:

  • Redes Sociais: Facebook, Instagram, Twitter, Youtube e Snapchat são exemplos de canais onde a marca pode divulgar seus produtos. É preciso mensurar quais são as opções certas a fim de alcançar o público ideal. As redes sociais passaram a ser um ótimo medidor de como está o posicionamento de seus produtos e de como a sua imagem está diante de seus clientes e potenciais através dos comentários. Através das redes a captação de Leads é possível obter resposta rápida e ir direto ao cliente interessado. Além disso, atualmente existem algumas alternativas, como sites na internet que ajudam a fazer pesquisas por meio de formulários online, tais como o Survey Monkey e o próprio Google Forms, além de diversas bases de dados abertas, entre elas podemos indicar o site de base de dados do IBGE, o BizStats, o IpeaData, e os insights proporcionados pelo Google Trends. Quanto os anúncios digitais, através de ferramentas como o uso das palavras-chave certas no Google AdWords, permitem atrair a atenção do público para o seu novo produto. Propagandas em demasia, inconvenientes ou mesmo direcionadas para clientes que não tem perfil ou potencial podem criar uma aversão aos olhos do internauta. Existem muitos consumidores que criam páginas tanto para falar bem ou mal de algum produto ou marca, e todos os responsáveis desde os desenvolvedores até o comercial no ponto de venda devem ficar atentos. Uma propaganda bem elaborada, criativa e ou emocionante tem o poder de viralizar em todas as redes sociais – ótima oportunidade para marcas menores conquistarem mais espaço e maior visibilidade. A compra de likes em Facebook ou Instagram é uma péssima estratégia e o consumidor descobre facilmente. Cada vez mais clientes utilizam os smartphones e adatpar campanhas a esse canal pode gerar um enorme retorno.

redes

  • Hot Sites:  significa “site quente” e, portanto, tem um tempo pré-determinado de vida. Possuem conteúdo bem mais objetivo e direto, além de serem mais interativos e dinâmicos. Isso tudo justamente para cumprirem a meta de transmitir uma informação rápida e clara para o público-alvo acerca de eventos com prazo determinado para ocorrerem, bem como produtos que acabam de ser lançados. Abaixo a marca Fiat que convida clientes e potenciais a se cadastrarem para mais informações a respeito do lançamento: o modelo Toro.

hotsite_fiat_toro

  • Anúncios:  ótima estratégia para gerar visibilidade. Eficiente tanto para os canais tradicionais como: revistas, jornais, panfletos, rádio e televisão – quanto os anúncios digitais, através de ferramentas como o uso das palavras-chave certas no Google AdWords. O valor do investimento e abrangência é  o que diferencia: os anúncios digitais são mais acessíveis para startups e empresas de pequeno porte, além de possuírem um alcance maior. Em 2008 a marca de automóveis Kia lançou o modelo Soul e para diferenciar de seus concorrentes destacou ser o primeiro modelo SUV do mundo (do inglês Sport Utility Vehicle) que significa“veículo utilitário esportivo”.

kia soul
Será mesmo eles foram os primeiros SUV’s do mundo? Será que esse modelo de carros não existia antes? Existia sim, mas a marca foi a primeira a levantar a bandeira de classificação do modelo como um SUV.  Em 2017 foi a vez da marca Renault lançar o modelo Kwid no Brasil. Segundo a marca esse automóvel é o primeiro SUV compacto do mundo. Seguiram a mesma estratégia da Kia.
kwid

  • Eventos: se a marca souber trabalhar bem o lançamento, o evento será importantíssimo e vem como consequência. Saber trabalhar a lista de convidados bem como a quantidade também é importante. Ótima oportunidade para vincular positivamente sua imagem, seu produto ou serviço e para que os participantes vivam uma experiência. O evento pode ser apresentado de duas formas: tendo interesse institucional – quando visa criar ou firmar o conceito empresarial, sem objetivos mercadológicos imediatos – geralmente engajados em ações sociais fortalece a imagem da marca ou de interesse promocional para os produtos da empresa. O Salão do Automóvel é um exemplo mundial de evento onde em comum onde marcas de um mesmo segmento fazem com que a briga seja maior, ideal para o cliente.

Salao-do-Automovel

  • Atitudes de engajamento:  é essencial ter posicionamento bem definido e conteúdo de qualidade a fim de atrair seguidores, através de qualquer dos canais. Marcas bem sucedidas como a Natura e Coca-Cola possuem ações de engajamento bem alinhadas com sua missão, visão e valores. Analisar o real grau de envolvimento, interação e influência que o seu conteúdo, a sua ação e reação, a sua marca provoca nos indivíduos que tem contato com ela.

aprenda-a-engajar-seus-clientes

  • Lançamento de novos produtos no PDV – o ponto de venda, ou, “point of sale”, em inglês) é um dos canais de comércio mais antigos da era comercial, ideal para marcas voltadas para o varejo.  Para isso é necessário avaliar em quais estabelecimentos a marca quer aparecer, sempre de olho em seu público-alvo. Uma boa apresentação no ponto de venda é uma maneira interessante de realizar o lançamento. Demonstrações de como o produto funciona diretamente aos clientes interessados, sempre com profissionais especializados e treinados nos estabelecimentos. Para atrair mais atenção, uma maneira de convidar os consumidores a conhecer o produto é através de sorteios ou distribuição de brindes. Ótimo canal para obter respostas mais rápidas das reações dos clientes bem como oportunidade de crescimento para marcas pequenas se fortalecerem. Além disso proporciona de forma subliminar um conjunto de percepções sensoriais, visuais e olfativas ao consumidor, é quem irá auxiliar a empresa a relacionar compra e prazer no coração do cliente e pender a balança para a decisão de compra. Quanto mais criatividade melhor, como exemplo abaixo o PDV da marca Gomes da Costa:

gomes da costaTudo isso  pode sair caro, mas comprometer a marca sem qualquer planejamento o prejuízo pode ser ainda maior.

 

rubrica1

Brand Market: marcas, mercados & segmentos – minha terceira publicação

A gente pesquisa…escreve…pesquisa e quando vê depois de dois anos surge a terceira publicação.
Disponível nas livrarias Amazon e Clube de Autores, breve na Saraiva.

 

Amazon:

Clube de Autores:

https://www.clubedeautores.com.br/book/241985–Brand_Market#.Wd_k3GhSzIU

 

rubrica1

 

 

as marcas e as diferentes tendências do público jovem

O mundo está em constantes mudanças e o perfil de adolescente muda conforme as tendências, cultura, economia, os hábitos e o avanço das tecnologias. Para cada geração foram experiências de vida diferentes. Em sua maioria, a geração X nasceu após grandes acontecimentos como a chegada do homem à lua e viu surgir o videocassete, o walkman e o computador pessoal, porém, enfrentaram momentos de instabilidades financeiras, um mercado com menos concorrentes e diversidades de produtos – o que não aconteceu com os jovens da Y, muito mais inseridos no mercado de consumo e que acompanharam os avanços tecnológicos com mais velocidade e opções de compra. Nascidos no final dos anos 90 e início do ano 2010,  adolescente são chamados de Geração Z.  Eles não sabem o que é um mundo sem tecnologia: têm o hábito de compartilhamento de arquivos, o uso de smartphones, tablets e notebooks que tornam seu mundo totalmente conectado a todo instante e por isso são conhecidos como nativos digitais, quer dizer nasce num planeta já conectado, com uso intenso da World Wide Web. Marcas ligadas a tecnologia são as preferidas desse público:

 tecnologia

Com isso os avanços de mudanças de hábitos e comportamentos para esse perfil de consumidor são bem mais acelerados. Eles são atraídos por jogos, música, humor e celebridades tornam a Geração Z mais atraentes e receptivas à publicidade para esse perfil consumidor . O maior engajamento vem através da internet através de conteúdos onde priorizam avaliações de usuários, tutoriais e feed de notícias. Em sua grande maioria que começam a entrar no mercado de trabalho são os jovens que nasceram depois de 1995, bastante confiantes, porém, são exigentes não só como consumidores e assim não se submetem à quaisquer condições de trabalho que são oferecidos. Filhos da geração X esta geração é a primeira nascida em um mundo completamente conectado e digital. Diferentes da geração Y – chamados de geração do milênio ou millennials que viu a internet nascer e se desenvolver. Comparados com as demais faixas etárias de consumidores, a geração Y é formada por jovens de 20 a 30 anos e a Z por crianças e adolescentes de até 17 anos, enquanto a X é composta por adultos de 30 a 45 anos.O perfil de consumidores da Geração Z variam entre 2 a 19 anos, embora a faixa etária principal para os anunciantes e marcas  encontre-se entre as idades entre adolescentes de 11 a 16 anos. Ao contrário do que se pensa o adolescente é um público que pesquisa muito e são antenados: de acordo com a ComScore cerca de 80% dos adolescentes online na faixa etária de 12 a 17 anos. Eles visitam sites de varejo e estão acostumados com a tecnologia, novas funcionalidades e a evolução do comércio online. Esses adolescentes formam uma fatia do mercado cada vez mais atrativa para os mais variados segmentos. No Brasil esse perfil de cliente está inserido em um universo estimado em 12 milhões de jovens entre 13 e 18 anos. Mesmo com tanta conexão ao lado deles, para conquistar esse público, entretanto, é preciso conhecer suas particularidades. O adolescente, ao contrário do que se pensa, é um consumidor atento, exigente e muito bem informado. De acordo com a pesquisa da Bain & Company os jovens dessa geração vão representar 40% do mercado de luxo até 2025. Diante de um comportamento com intensa conexão e o contato virtual eles preferem encontros pessoais, muitos enfrentam problemas de interação social e de um modo geral tem como lazer o skate, surf e roller.  Mesmo assim preferem viagens, eventos e experiências em grupos, diferente das gerações anteriores eles abrem mão do carro próprio. Abaixo algumas características desse perfil consumidor:

  •  bem informados;
  • ultraconectados;
  • confiantes;
  • autênticos;
  • sensíveis;
  • criativos;
  • atentos e exigentes;
  • ávidos por novidades e lançamentos;
  • são influenciados por pais e amigos.

Esse grupo apresenta algumas tendências que devem despertar a atenção do mercado de marcas. Eles mantêm algumas características do perfil de  jovens das gerações Y, a Z aparece cada vez mais atentos com a sustentabilidade e dispostos a não comprar produtos e serviços que podem ser encontrados gratuitamente na internet. As indústrias de música e filmes são exemplos dos que mais sofreram nos últimos anos com esse novo comportamento de consumidor. Se a marca não cumpre sua proposta de negócio ou se não atende às expectativas e necessidades que despertou no cliente pode pagar muito caro.  Esse perfil de cliente reage e dissemina a informação com extrema rapidez, principalmente através de seu maior aliado: os canais de como  a internet e as redes sociais, onde as informações podem ser produzidas por qualquer pessoa a qualquer instante. Eles querem e exigem uma resposta mais imediata. A estratégia vale também para a geração Z, que representa os consumidores de amanhã das empresas. É preciso que as marcas mantenham um diálogo desde agora para manter um vínculo forte e um relacionamento estreito no futuro. Para isso é preciso conhecer suas particularidades, oferecer uma proposta clara, objetiva e bem definida. O poder de compra desse segmento cresce cada vez mais e eles formam uma fatia do mercado cada vez mais atraente, abrindo portas para os mais variados segmentos e tendências. Segundo a empresa de investimento Piper Jaffray, em seu 25° estudo semestral, descobriu que 79% das mulheres adolescentes e 76% dos homens compraram online, com 70% deles comprando em suas lojas favoritas. São informações que impressionam e apresentam uma ótima oportunidade aos varejistas. As marcas de vestuário esportivas como Nike, Mizuno, Adidas, Puma, New Balance, Reebok e Asics estão entre as suas preferidas.

esporte

Para isso devem trabalhar para criar um site atraente, valioso, que capture a atenção de compradores mais jovens, que nunca vivenciaram um momento em suas vidas sem tecnologia. Essa é uma nova e poderosa geração e saem na frente as marcas souberem construir estratégias de marketing à longo prazo e para isso precisam ser cuidadosas. É preciso conectar com os valores deste grupo e com isso oferecer melhores experiências através dos canais digitais ou em lojas como o varejo.

rubrica1