O mercado dos singles – uma grande aposta para as marcas

Nas últimas décadas surgiram as gerações X, Y e Z e com elas novas tendências, costumes e hábitos. O casamento é a pretensão da grande ,maioria das pessoas, mas o que acontece é que cada vez mais os solteiros (singles ou single households) trabalham e se divertem menos, menos tempo para conhecer novos pretendentes – novos hábitos agregam a essa nova tendência: mais pessoas viajam entre amigos ou mesmo sozinhos, buscam o entretenimento e diversão quando sobra tempo – estão antenados nas tecnologias, acessórios, vestuário e automóveis. É o mercado voltado para aquelas pessoas que moram sozinhas – possuem hábitos individualistas e são menos influenciados por amigos ou familiares – com esse perfil tornam-se mais exigentes pois geralmente possuem altos níveis de instrução formal. Esse perfil de cliente é exigente, valorizam seu status social.  Como a maioria não tem filhos, geralmente possuem um poder de compra maior e esperam por um atendimento e produtos especiais e personalizados  – estão em busca de produtos com valor agregado – diferenciado, mesmo que tenham que desembolsar mais por isso. Existem cinco subgrupos no mercado single: o das pessoas jovens, mães solteiras, terceira idade, homossexuais e os que viajam a trabalho com frequência. O fato é que nas últimas décadas, principalmente de 90 em diante os solteiros estão cada vez ocupando mais espaço na sociedade e as marcas estão de olho nesse recente nicho de mercado. Através de um levantamento do IBGE, somente no Brasil em 1992 contava com 2,6 milhões de domicílios com apenas um morador, enquanto em 2012 este perfil de residência ultrapassou os 8,4 milhões – o número de solteiros no país soma 49,2 % da população, e a quantidade de pessoas que vivem sozinhas em suas residências já chega a 13,5%. Nos Estados Unidos e Europa esses números são bem maiores. O termo “mercado single” foi adotado pelas redes varejistas tem um perfil específico de produtos, principalmente de marcas que estão em supermercados: quase sempre vem em menos quantidades, porções individuais, tamanhos reduzidos – sempre visando a data de validade e qualidade – o que além de atender a esse público em específico gera uma grande economia e muito menos desperdício – bom para os dois lados: marca e consumidor/cliente.  As marcas estão antenadas: nos supermercados é grande a busca por frutas e vegetais, laticínios, pães, biscoitos, congelados e produtos de higiene.

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Os tradicionais iogurtes de bandeijas se mantém no mercado, agora abrindo espaço para os individuais, como abaixo com os iogurtes Activia da marca Danone, Grego da marca Vigor e Molico da Nestle.

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Hoje é fácil encontrar prateleiras inteiras com produtos prontos e em porções pequenas para os solteiros. As construtoras oferecem apartamentos individuais, gerlamente de 2 ou 1 dormitório ou mesmo os studios – esse último uma grande tendência para os solteiros classe A – esse perfil de público fica mais tempo fora em casa. A Mercedes-Benz lançou o Smart em 1998: um automóvel que serve como “segunda opção” para quem já tem seu carro familiar. Além de ocupar menos espaço no trânsito também foi muito bem recebido pelo público dos singles – um  produto que abrange ambos os mercados: solteiros e casados.

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A rede mundial de hotéis Formule 1 há décadas soube investir nesse tipo de público que mesmo sendo exigente querem apenas um endereço prático e eficiente para dormir e com valor justo. Ideal para solteiros ou profissionais que viajam muito.

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Bares e restaurantes também adequaram a esse novo perfil: mesas e cadeiras em espaços individuais –  marcas de fast food, restaurantes orientais , pubs, cervejarias artesanais se enquadram na programação desse perfil de cliente. Geralmente o perfil dos singles são mais vaidosos: cuidam de sua imagem, praticam esportes e hábitos saudáveis. O perfil desses clientes é bastante diversificado, todos em busca de liberdade e mobilidade: vão desde pessoas viúvas e divorciadas até jovens que alcançam independência financeira e deixam a casa dos pais sem se casarem ou homossexuais. Outra parcela é composta por mulheres que investem intensamente na carreira e colocam o casamento em segundo plano. Ainda existe outro público inserido no grupo dos singles: profissionais de várias áreas que viajam muito, frequentemente fora de casa esse público também consome produto dos singles. Esse tipo de público certamente percebeu que muitas marcas estão atentas as suas necessidade. Normalmente os clientes singles valorizam eficiência, praticidade, tamanho e comodidade – mas nem sempre o valor do produto reduzido compensa ao de tamanho tradicional – cabe as marcas ficarem atentas as suas necessidades. Tudo isso é fato de que a estrutura familiar tradicional está se desmembrando, um declínio do número de famílias e ascensão de pessoas que vivem sozinhas ou entre amigos. O envelhecimento da população aumenta o número de viúvos, o número de divórcios cresceu nos últimos anos e isso contribui na parcela desse nicho de mercado, além da carência do ciclo de vida familiar.  O fato é que esse nicho de mercado dos singles sempre existiu, porém, nas últimas décadas esse perfil de cliente aumentou consideravelmente e ainda pode ser muito explorado. Está aí uma categoria em que as marcas podem desenvolver ainda mais mercado e ocupar mais espaço diante de seus concorrentes.

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