A nova febre do Pokemon Go e sua relação com as marcas

O mercado de jogos eletrônicos já faturam mais que cinema e música juntos em todo o mundo. Aliado a essa evolução e tendência, nos últimos anos o hábito de utilizar o smartphone no Brasil revolucionou inclusive se tornando o principal acesso á informação, ultrapassando a TV e demais mídias. O Mobile Maketing é um assunto recente e cada vez mais as marcas e empresas de entretenimento e diversão estão se adaptando a essa nova realidade de acesso. De acordo com dados da Anatel à partir do ano de 2010 somos mais de 270 milhões de linhas em todo o Brasil , mais que a toda a população do país e as pessoas passam maior parte do tempo online  no smartphone do que fazendo qualquer outra atividade. Recentemente a Nintendo lançou em alguns países uma nova febre para jogos em smatphones – o Pokemon Go. Personagens que surgiram na década de 90, agora surgem como uma nova febre – segundo especialistas a repercussão e downloads foram tantos que a Nintendo superou o orçamento da Sony com apenas esse jogo. A Nintendo lançou o game no último dia 05 de julho e o aplicativo se espalhou, com pessoas capturando os monstros pelas ruas. Recentemente,  a Nintendo viu sua marca chegar a valer US$ 39,88 bilhões na bolsa de Tóquio, superando os US$ 38,38 da Sony. Esse jogo por enquanto está disponível em alguns países, mas em breve será liberado para o mundo todo.

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 O Pokémon Go utiliza da realidade aumentada e, em parceria com Google Maps “esconde” os Pokémons em diversas áreas da cidade. O objetivo é coletar a maior quantidade e tipos. Inicialmente a ideia do game parece simples, porém, a empresa já projeta diversas funcionalidades como Pokémon Go Plus, uma espécie de bracelete que emite sinal quando um Pokémon estiver próximo ao jogador. O fato é que algumas marcas que estavam caídas no esquecimento poderão anunciar dentro do game: uma estratégia interessante para alavancar vendas e reforçar seus valores. O CEO da Niantic, John Hanke, revelou ao jornal Financial Times os planos da empresa. Atualmente, o jogo, gratuito, ganha dinheiro vendendo bens virtuais para os jogadores. O plano, agora, é criar “locais patrocinados”.Uma marca pagaria para aparecer como um local dentro do universo do jogo. E o pagamento às marcas seria por número de visitas, ou seja, aos moldes dos anúncios de sites que recebem por cliques ou visualizações. Com a iniciativa a companhia mostrou que é possível recuperar marcas que estavam longe do holofote, mas que continuam no coração do consumidor e que por algum motivo caíram no esquecimento. O jogo já se revelou uma grande ferramenta de marketing em potencial. Lojas e restaurantes, por exemplo, estão usando um “módulo de ativação”, que atrai jogadores para sua localidade. Uma loja que paga alguns dólares para colocar um número de pokémons dentro de seus limites pode atrair jogadores (e consumidores).

Já um estudante da Austrália descobriu um código dentro do jogo que citava o Mc Donald`s, indicando que a marca pode, em breve, aparecer no mundo virtual de Pokémon. Recentemente, um estudo realizado pelo Facebook e pela TNS mostrou que o crescimento do uso de dispositivos móveis muda a forma como as pessoas jogam no Brasil e no mundo. A pesquisa ainda mostra que a tecnologia mobile está redesenhando o futuro do setor de games. A expectativa é que neste ano, pela primeira vez, o faturamento vindo de jogos mobile seja maior do que o montante registrado no segmento de títulos para PCs.  Marcas com lojas próximas a estes pontos podem aproveitar e oferecer algum tipo de oferta envolvendo o jogo. A Niantic Labs, que desenvolve o jogo, já falou que pretende implementar a possibilidade de marcas pagarem para ter Pokéstops em seus negócios, abrindo possibilidades interessantes de negócios. Em Boston, a empresa de aluguel de carros Zipcar ofereceu um dia de caronas grátis para os jogadores ao redor da cidade. A ação ainda inclui um kit de sobrevivência, com carregador de celular e snacks para os ‘treinadores’. A Netflix também embarcou no sucesso de Pokémon para divulgar a nova temporada de “Narcos”. O primeiro trailer foi divulgado no Facebook com a seguinte frase: “Capturar Pokémon é moleza, quero ver capturar o Patrão. Segura essa temporada, DEA!”.  O game do Pokemon Go veio para provar que nem tudo que não sabíamos a respeito de evoluções e interatividade, e certamente as marcas implementarão novas estratégias e formas diferenciadas de entreter com seus clientes. As diferentes formas de agir, interagir, comunicar e comprar estarão em constantes mudanças e as marcas que participarem dessas tendências sairão na frente.

 

 

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