o futuro do branding

em um mercado cada vez mais concorrente e acirrado as marcas adequam-se a realidade de seus consumidores. O que podemos ver é que antes o contato entre marca e cliente era vertical: na parte superior as marcas apresentavam seus produtos e atendiam seus clientes – na parte inferior os clientes compravam produtos e muitas vezes nem eram ouvidos – uma relação de cima para baixo quase sem contato. O que vemos hoje é uma tendência diferente: as marcas horizontalizam seus contatos com seus clientes – através de uma forma mais próxima de comunicação estão cada vez mais estreitando contato com seus clientes.

Um exemplo disso é a Michelin Experience: a marca convidou diferentes perfis de clientes para testar seus produtos em uma pista de provas – através de experiências vividas por clientes reais a marca mantém um contato mais próximo com seus clientes. Outro exemplo é a marca Natura com a linha Amó: através de experiências de casais reais apresentaram uma nova linha de produtos – aproxima ainda mais seus clientes e atende melhor as expectativas perante produto lançado. A Ford também entrou nessa: com o Ford Connect clientes Ford testam novos automóveis, apresentam suas experiências com os produtos e é um canal direto de comunicação entre clientes da marca e suas experiências – uma forma de interagir com o consumidor e que aproxima ainda mais a marca de seus clientes. Acredito que tudo isso seja uma nova tendência no branding: uma maior aproximação com os clientes, buscando sempre atender melhor suas necessidades e apresentar novos produtos. O cliente cada vez mais é o foco das marcas – bem como suas expectativas, anseios e indignações – tudo contribui para que a marca inove e lance no mercado novos produtos. A daca dia mais a opinião do lciente é mais valorizada, participando de todo o processo de evolução do produto e com isso fortalece ainda mais a marca.

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estratégia de marca: 6 passos para definir.

Talvez seu sonho seja transformar a sua empresa em uma daquelas marcas que arrebatam mais consumidores apaixonados. Ou você é menos ambicioso e quer crescer alguns pontos percentuais todos os anos, conquistando uma evolução contínua e sólida. Seja qual foi o estágio da sua empresa – e o tamanho do sonho –, é preciso saber quais os valores que a sua marca terá e elaborar um plano para que ela possa se fortalecer e comunicar bem os seus valores. Alvaro Guillermo, diretor da agência Mais Grupo, em São Paulo, e autor do livro Branding: Design e Estratégias de Marcas, dá dicas de como definir a sua estratégia.

1. Escolha uma empresa especializada
No século 21, a profissionalização é indispensável. “Assim como a sua empresa tem um contador, ela precisa de alguém que se responsabilize pelo desenvolvimento da marca”, diz Guillermo. Ele ressalta que é melhor que os empresários busquem agências de branding ou designers para auxiliar nesse processo do que tentar desenvolver a marca sozinhos.

2. Defina a identidade visual
Junto com a agência, estabeleça a identidade visual da marca. Esse processo dará uniformidade a tudo o que se refere à empresa, do layout dos cartões aos crachás, da marca d´água dos blocos ao logotipo, além de etiquetas e estampas. Também deve-se levar esse elemento em conta na hora de montar lojas ou escritórios, definindo a decoração de acordo com cores, estilo e valores da marca.

3. Coloque as ideias no papel
Comece a escrever um plano de como divulgar a marca e a inclua nos projetos e nos eventos que fará nos próximos cinco anos. Guillermo salienta que essa marca precisa ser cultivada, já que é uma ação cultural, e não algo efêmero, sem objetivos. Se a ideia é ter uma marca que vai ser lembrada pelos valores que carrega, você terá de trabalhar para mostrar isso.

4. Faça uma associação dos valores
“É preciso entender o que você faz de diferente, perceber o valor que há nisso e imprimir essas características na marca”, diz Guillermo. Se o “coração” da empresa não estiver expresso de forma clara e visível ao consumidor, será difícil colher resultados. Práticas como o uso de matérias-primas orgânicas e o cuidado com a natureza precisam ser explicitados de forma que o consumidor não precise entrar na loja ou ler sobre a empresa para entender o perfil do negócio. Isso deve estar na decoração, nos materiais, nas embalagens, em tudo que diz respeito à empresa. Precisa permear todas as ações e produtos elaborados por você.

5. Use a marca na publicidade
Você pode pensar em publicidade depois que estiver bem claro como quer que a marca seja vista, entendida e reconhecida. Isso conduzirá o plano de marketing para que ela apareça no mercado com as mensagens-chave que você escolheu. A estratégia de marca vai definir o briefing para os profissionais que forem trabalhar com a divulgação da empresa tenham um guia bem claro de como conduzir as ações.

6. Atualize o plano
Com base na experiência que acumulou, você pode atualizar o plano. “A identidade visual pode ser a mesma, mas a estratégia vai mudando e se atualizando de acordo com as tendências e com o que o consumidor deseja. Esse amadurecimento e frescor do planejamento são fundamentais”, afirma Guillermo.

você é fiel a alguma marca?

se você compra um produto sem olhar o preço, quando precisa do produto nem se lembra dos concorrentes que oferecem o mesmo produto e se não encontra o produto da marca que você deseja não faz opção por outra marca e prefere procura-lo em outro ponto de venda então você tem uma boa chance de ser fiel a uma marca. Provavelmente se lembre de alguns produtos que há anos você compra da mesma marca. No meu caso as marcas de tênis, roupas, eletrônicos , automóvel e motocicleta são as mesmas há muito tempo. Obviamente para você e outros leitores esta lista de produtos pode não ser a mesma. A diferença da minha lista de produtos e a sua lista de produtos está exatamente na percepção que cada cliente tem dos produtos – valores tangíveis e intangíveis. As empresas são donas da fidelidade de seus cientes e devem administrar este relacionamento não permitindo que o cliente lembre-se dos concorrentes. Para isso não basta manter o cliente satisfeito é preciso manter uma proposta de valor em que a relação custo benefício seja adequada e muito acima dos concorrentes sob o ponto de vista do cliente. Abaixo as marcas nas quais sou fiel há anos:

Deste relacionamento de longo prazo surgem alguns clientes que se transformam em verdadeiros advogados da marca defendendo seu produto de qualquer pessoa que não idolatre a marca como ele. Obviamente uma pequena parcela de clientes terá esta característica e talvez o melhor conceito de fidelidade seja que todo mundo é fiel até deixar de ser. Mas quando o cliente abandona uma marca e “pula a cerca” experimentando a marca do concorrente, de quem é a culpa? De quem “pulou a cerca” ou de quem deixou que ele pulasse? Quando pensamos na relação de um casal esta discussão é sempre polêmica mas no caso da escolha de um produto posso dizer que a culpa é da empresa e não do cliente. Deixar seu cliente enxergar o concorrente significa que a proposta de valor da sua empresa não está mais atendendo este cliente, portanto é hora de repensar sua estratégia. Quais são os produtos que você é fiel? Você conhece seus clientes fiéis e advogados da marca?