estrela solitária?

vamos falar de consultoria então? (lone star). Assim como já mencionei demais Clubes do Rio de Janeiro, sinto-me na obrigação como um especialista em marcas em mencionar o Botafogo. Diante de sua história e tradição o Clube criou uma forte raiz, tanto de sua história – quanto na geração de craques. Sendo assim, a relação de nacionalidade e o vínculo com o Brasil é muito evidente.

Acredito que para manter e retornar as suas tradições, o Clube deve ser investido de acordo com o seu perfil – patrocinadores nacionais. Grandes patrocinadores nacionais tanto esportivo quanto vinculado a camisa devem investir e acreditar na sua tradição. Assim como foi feito com o Santos F.C. que no final da década de 90 saiu de um longo jejum, voltou a alavancar e reconquistar novos títulos – a ligação entre ambos os Clubes e suas histórias é muito forte. Mais uma vez repito – no meu ponto de vista como crítico – nesse caso que é o Botafogo – o Clube necessita de fortes patrocinadores nacionais e de peso – assim como fez sua história. Quanto aos patrocinadores internacionais, esses têm espaço em outros Clubes e setores.

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mídia espontanea

quando um produto entra no mercado acaba disputando não só pelas suas qualidades ou diferenciais, mas sim pelos seus atrativos – sejam eles diretos ou indiretos. Podemos então compreender que a percepção do Cliente pode ir além das qualidades tangíveis – ela pode transcender os atributos voltados e apresentados pela marca.

De fato, uma das melhores ferramentas e diferenciais que podem atrair esse mercado é a mídia espontânea. Um produto quando tem a sua qualidade percebida de forma espontânea faz com que seus valores sejam melhores percebidos, reconhecidos e valorizados. A qualidade se apresenta de forma espontânea e direta, sem forçação de barra. Os valores percebidos de forma espontânea são melhores e mais bem apreciados pelo Cliente e seus valores são melhor reconhecidos. No meu ponto de vista não existe nada melhor e mais eficiente que esse tipo de comunicação quando tratamos de valorização de produto e marca.

marcas de comércio internacional

observar o perfil de cada marca, buscar características, pontos que ligam suas qualidades e atributos fazem com que muitos de nós possamos criar vínculos entre Cliente e produto – e por que não famílias??(trade brands). Sendo assim, podemos destacar que dentre tantos os segmentos, o transporte marítimo internacional destacam  Empresas  vinculadas ao setor internacional de cargas. Possuem grande poder de mercado e  o que podemos observar é que com o advento da globalização essas marcas não tem barreiras.

Fortalecem seus serviços, aproximam cada vez mais culturas e povos e ainda assim agregam valores comerciais vinculados à marca. Com isso, valores como preço, praça, ponto de distribuição e promoção desenvolvem e fortalecem o comércio mundial. Pessoalmente falando, confesso que fiquei enfurecido ao ver uma Comunidade no Orkut que dizia:  ” Que porra é essa de Hamburg Süd?.” 


marcas do passado

dentre as marcas atuais, podemos verificar que cada vez mais fica evidente a caracterização de seus produtos de forma diferenciada (brands of the past). Sendo assim, podemos verificar que diante de tanta modernidade e tecnologia, muitas marcas buscam o sentido retrô. Reviver o passado, buscar objetos que relembrem e que façam uma re-leitura dos produtos atuais está movimentando o mercado das marcas. Podemos destacar que essa linha ou nicho de mercado segmentado é como um “Oceano Azul” e que desse caminho pode ser trilhado uma ótima oportunidade para abertura de mercado.

Dessa forma, devemos crer que a re-leitura de produtos antigos é uma tendência muito forte perante o mercado atual. Assim, todos os setores estão re-organizando seus produtos e mercados e partindo desse princípio podemos encontrar ótimas oportunidades de investimento.

Podemos então concluir que por mais que a situação de mercado esteja cada vez mais competitiva, tecnológica e moderna, a re-estilização ou re-leitura de produtos vinculados as marcas têm aquecido o mercado – e dessa forma temos diversos segmentos estão dispostos a explorar essa linha. 


atendimento que marca

falar em qualidade de atendimento é citar alguns personagens que fizeram história dentro do mercado nacional. Dentre eles, podemos citar a incrível  história de evolução da TAM linhas aéreas. A marca se confunde com a história da própria aviação comercial brasileira. A empresa já foi desacreditada e alvo de duras críticas, mas não se deixou abalar, pelo contrário, driblou as crises e cresceu, ocupando o posto atual de maior companhia aérea do país. Por trás de toda essa trajetória de superação, sucesso e crescimento, está a mente de um empresário brilhante: o Comandante Rolim Amaro – empresário do ramo da aviação privada brasileira nascido em Pereira Barreto, interior de São Paulo. Com uma visão revolucionária e uma história de vida surpreendente, ele deu asas a um sonho e construiu em pouco mais de duas décadas uma das empresas mais bem sucedidas do Brasil.

Nascido numa família humilde, Rolim Amaro teve que abandonar os estudos aos treze anos para dar início a uma dura jornada de trabalho em busca da sua paixão pela aviação. Foi ajudante de motorista de caminhão, cortou madeira, puxou tora em serraria e com muito esforço conseguiu concluir o curso de piloto e obter seu brevê. Para trabalhar como piloto, foi para Londrina (PR) pedir emprego na Táxi-Aéreo Star. Como o trabalho não era remunerado, Rolim teve que se virar para sobreviver: fazia faxina nos aviões, comia o que sobrava do lanche dos passageiros e à noite, dormindo no hangar e sem cobertor, cobria-se com jornais. Em fevereiro de 1961 dez jovens pilotos se unem, cada qual com seu avião, e com o destino de levar passageiros e mercadorias entre o norte do Paraná e o sul dos Estados de São Paulo e Mato Grosso. Rapidamente os pequenos monomotores Cessna se transformaram em ferramentas essenciais para o crescimento dessas regiões. Nascia ali a TAM – Táxi Aéreo Marília. Pouco depois Rolim Amaro ingressaria na companhia, mas ainda ocupando o posto de último piloto da escala. Ele sabia que só pularia a lista caso o cliente o solicitasse. E seria só mais um piloto entre tantos outros, mas ao definir a meta de ser o melhor piloto da companhia inicia sua caminhada para que em poucos anos se tornasse o grande protagonista do sucesso da TAM. “Em busca do ótimo não se faz o bom”, dizia ele.

Quando viajava acompanhado por um passageiro, tratava de agradá-lo. A conquista individual do cliente se tornaria uma filosofia na sua vida e uma lição que seria aplicada anos mais tarde nas estratégias da TAM Linhas Aéreas.

Abaixo, os sete mandamentos, segundo o Comandante:

1º) É preciso, de forma permanente e incansável, buscar o lucro, é algo a ser perseguido com todas as forças. Produto do trabalho, o lucro é legítimo. Permite distribuir resultados e praticar a cidadania, uma forma de retribuir o prestígio recebido da sociedade.

2º) Em busca do ótimo não se faz o bom. Nenhum manual ensina a lidar com o público. Ensina dizer bom dia, boa tarde, mas não ensina o algo mais. As pessoas não se dão conta do alcance e do sentido de tratar o cliente bem.

3º) A empresa lucrativa presta serviços com mais segurança. As pessoas escolhem a companhia aérea mais lucrativa com base no seguinte pressuposto: essa empresa não precisa economizar na manutenção do avião, revela pesquisa nos EUA.

4º) Estabelecer vínculos indestrutíveis com o cliente. A certeza de um tratamento especial, base de uma relação emocional. Transformar um problema negativo em alguma coisa positiva (convidar o cliente para tomar um café).

5º) Todos têm de agir como o chefe, o diretor ou o presidente. Nós temos de estimular a capacidade de iniciativa ao funcionário e dar prêmio quando ele age dessa maneira. Na TAM, uma telefonista fretou um jatinho para entregar a encomenda de um cliente. Ela justificou: “Se o senhor estivesse aqui, o que o senhor faria ? Claro que mandaria o jatinho.”

6º) Tudo pode ser feito ainda melhor. É preciso ter humildade para aprender com clientes. Quanto mais atendemos às pessoas, mais recebemos ajuda através de sugestões.

7º) É preciso concentrar-se no nosso negócio. Zele pelo seu negócio, até porque pode aparecer um concorrente com preço melhor. “Pessoas e empresas vivem de exemplo, e um exemplo vale mais que 1 milhão palavras. Quando abaixo para pegar um papel no tapete, quando levo a mala do cliente, o que vocês acham que acontece na minha equipe?”, concluiu o comandante Rolim, o qual falou sobre estes mandamentos em palestra realizada em dezembro de 1995, em São Paulo (SP).

A marca deu respaldo ao São Paulo Futebol Clube na década de 90 fortalecendo ainda mais o posicionamento do Clube. Na época propuseram até modificar os uniformes, mas não fora aprovado – propuseram aliar o design da marca as cores do Clube. (camisa esta inclusive que ficou restrita aos goleiros). Sabemos que os critérios mencionados acima são pertencentes ao perfil de anos atrás. Sabemos também que o forte do Comandante Rolim era o atendimento – o aperto de mão e o olho-no-olho. Valores esses que superam até mesmo a prioridade da lucratividade. Apesar dos trágicos acidentes, a Empresa está veiculada a imagem positiva da prestatividade e qualidade em atendimento – marca registrada de quem fez história e serve como referência na aviação. Um especialista em atendimento como esses é digno de poucas empresas.


marcas da casa

participar de um mercado competitivo dentro do mundo dos esportes faz com que cada vez mais as disputas financeiras entre marcas acabem fervendo (house brands). Dentre tantas marcas mundiais, as dos países considerados de primeiro mundo são as que mais se destacam. Partindo desse princípio, podemos concluir que é um mercado difícil de se manter – tamanha concorrência entre os gigantes. Por isso, seguem abaixo algumas das principais marcas esportivas de maiores destaques nacionais e que conquistaram espaço em um mercado tão árduo e competitivo.

A Olympikus participou de uma forte disputa: patrocinar o Flamengo – um dos Clubes de maior expressão mundial – além de toda a grandeza de sua torcida. Além disso, participou de uma briga forte com outro patrocinador ao vincular mundialmente a sua imagem ao tenista Gustavo Küerten nas Olimpíadas. Na década de 90 teve forte expressão ao patrocinar evento nacional de Volley de Praia por todo o Brasil.

Participou de um dos momentos mais históricos do Cruzeiro ao protagonizar o sucesso da Tríplice Coroa.

A Penalty participou de um dos momentos mais gloriosos vinculados ao São Paulo F.C. ao patrociná-los nos tempos de Telê Santana. Comprou uma briga forte ao retornar atualmente ao Clube.

Já o Clube de Regatas Vasco da Gama foi um dos que mais teve a marca vinculada ao sucesso.

A Topper protagonizou grandes momentos de vitória com o Internacional de Porto Alegre e Cruzeiro – além do inesquecível título mundial de 2000 (FIFA) com o Corinthians. Assim como os demais, tem forte atuação também em muitos países da América do Sul. O mais interessante é que dentre as marcas acima, todas patrocinam e incentivam também Clubes menores, regionais. Manteem vivo o espírito do esporte e despertam interesse pela prática do exercício físico.

poder de ação entre funcionário e marca

as empresas podem obter uma forte vantagem competitiva mantendo seu pessoal bem treinado (power of action among employee and brand). A diferenciação isola os rivais competitivos, através da lealdade dos consumidores devido ao desenvolvimento da marca e da satisfação com produtos e serviços. Os funcionários mais bem treinados apresentam seis características:

  • Competência – possuem habilidade e o conhecimento necessários;
  • Gentileza – são simpáticos, atenciosos e prestativos;
  • Credibilidade – são dignos de crédito;
  • Precisão – se comprometem a oferecer tudo dentro dos prazos, conforme proposta ofertada.
  • Confiabilidade – realizam o trabalho com consistência e precisão;
  • Credibilidade – cumprem o que promete;
  • Presteza – atendem rapidamente às solicitações dos Clientes;
  • Comunicação: esforçam-se para compreender o Cliente e se comunicar com Clareza;
  • Segurança – transmitem certeza e firmeza ao oferecer um produto.

De acordo com Mintzberg e Quinn (2001) as organizações se distinguem no mercado competitivo em seus produtos e serviços dos seus concorrentes, portanto uma organização pode diferenciar suas ofertas de seis maneiras básicas:

  • Diferenciação de preço;
  • Diferenciação de imagem;
  • Diferenciação de suporte;
  • Diferenciação de qualidade;
  • Diferenciação de design;
  • Estratégia da não-diferenciação.

Nesses casos deve haver uma relação de comprometimento e proteção recíproco entre a posição da marca e do atendente.

O atendente é o carro-chefe para manter a imagem da marca positiva no mercado – é ele quem representa diretamente a marca, dessa forma, não adianta ter um produto de qualidade, oferecer vários benefícios – e ao mesmo tempo esquecer do comprometimento com o serviço prestado.